23 de mar de 2009

Florianópolis ano 283

Canasvieiras.

Bar do Arante (Pântano do Sul).


Fortaleza de Santa Cruz (Ilha de Anhatomirim).



Foz dos rios Ratones e Veríssimo, junto ao Pontal de Jurerê (Daniela).


Fortaleza de São José da Ponta Grossa (Jurerê).

Lagoinha do Leste.

Forte de Santo Antônio (Ilha de Ratones Grande).

Lagoa do Perí.

Forte de Nossa Senhora da Conceição (Ilha de Araçatuba/Barra Sul).

Siri-azul no rio Tavares.



Praia da Armação vista do Morro das Pedras.

Avenida Beira-Mar Norte.




Aterro e Via Expressa Sul.

O "aniversário"

Os 283 anos de Florianópolis têm por base o dia, mes e ano de sua emancipação política de Laguna - 23 de março de 1726. Nada mais que isso. Quem tomou a decisão de fixar a data jogou o miolo da melancia fora e comeu a casca.

A iniciativa é sobretudo excludente: não leva em conta o próprio Francisco Dias Velho na fundação da póvoa em 1673. Nem dá conta dos parentes e agregados que aqui permaneceram após a morte do fundador. Como deixar de lado essa iniciativa, quando ela estava vinculada a um objetivo estratégico maior da Coroa de Portugal, o de conquista da região entre São Paulo e o Rio da Prata? O ano de 1680 é peculiar nesse sentido, quando os portugueses criaram Colônia do Sacramento em frente a Buenos Aires.

Laguna, São Francisco e Desterro têm seus povoamentos incrementados visando a manutenção dessa praça pouco antes de 1680. Muitas telhas, telhões, tijolos, madeirames e os ingredientes da argamassa de muitas edificações de Colônia foram levados da Ilha de Santa Catarina. E unidades militares recrutadas entre seus moradores.

Comemorar o vazio ano de 1726 exclui o povoamento de Santo Antônio de Lisboa quatro décadas antes. E deixa de fora os espanhóis que ocuparam o Ribeirão da Ilha pelo ano de 1526 (Caboto) e outros mais tarde, na Ilha. Ignora as populações pré-domínio europeu, onde figuram os Jê e seus sambaquis com cerca de cinco mil anos e os Guarani.

Um comentário:

  1. Muito interessante este teu comentário. Acho que estáo excluindo uma boa parte da história de nossa cidade o que está bem claro em teu texto.
    Um abraço,
    Júlio

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